As Pedras: Lugar de Castelos, Parades e Moiras
As Pedras foram, e são ainda, o grande emblema do Pedrógão. A sua história é rica em lendas e mitos. Quase tudo é porventura imaginário, já que pouco é consistente e verosímil.
Por ali, foram encontrados fósseis, logo vestígios de vida de antepassados muito remotos.
Ali já se ergueu um castelo altaneiro, bastião firme e defensivo contra a investida dos piratas, que antigamente rondavam e atacavam as nossas costas.
Ali foi, porventura, uma povoação, a chamada Parades, destruída a quando do terramoto de Lisboa de 1775.
Ali desaguou o Lis.
Ali jorrou muita água doce, vinda dos “olhos de água” existentes em terra e, por esse facto, foi local de abastecimento de marinheiros e pescadores que aportavam e descansavam nas muitas locas aí existentes.
Ali se vertiam os olhares e o respeito dos marinheiros que, ao largo, passavam rumo às epopeias da Ásia, como descreve, nas Décadas, João de Barros.
Ali viveu uma moira encantada e o seu marinheiro, a quem lavava a roupa.
Dali partiram pedras para construir casas, palácios e portos.
Para ali se conjecturaram projectos urbanísticos, pousadas e piscinas.
Ali se esconderam ou se reconfortaram amores, ao longo dos tempos.
As Pedras são o tudo e o nada do Pedrógão. São o seu imaginário.
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